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História do Sinpro Minas

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O Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro Minas) foi fundado em 12 de fevereiro de 1933, quando havia em Belo Horizonte cerca de seis colégios particulares, quase todos confessionais. Desde então, a entidade vem lutando pelos direitos dos professores da rede privada no estado e por uma educação de qualidade.

Da fundação ao final dos anos 70, o sindicato sofreu várias intervenções governamentais, não se deixando enfraquecer na luta pela categoria docente. Uma delas, em 1943, feita a pedido do governo federal, resultou na suspensão da posse da diretoria. Naquele ano, o Ministério do Trabalho determinou ao Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) que investigasse a suposta vinculação de dois diretores com o movimento integralista, de orientação fascista e de direita.

Mas os primeiros anos também foram marcados por muita luta. Em 1949, data da primeira negociação salarial, a categoria aprovou em assembléia a instauração do dissídio coletivo. Um ano depois, foi realizada a primeira campanha pelo repouso remunerado e, entre 1956 e 1960, a entidade participou dos debates sobre a Lei de Diretrizes e Bases da Educação e a criação da Federação dos Professores do Ensino Secundário, além de ter desenvolvido uma luta mais sintonizada com a ascensão do movimento sindical da época.

Ainda na década de 50, o sindicato iniciou a sua interiorização, que ganhou maior impulso a partir de 1962, quando foi criado o Departamento de Interior. Contudo, somente a partir de 1980, com a criação das regionais, é que a entidade começou a organizar, de fato, uma ação direta nos municípios de todo o estado.

É também a partir do início da década de 80 – período de redemocratização do país – que o Sinpro Minas passou a participar ativamente das diversas lutas sociais, entre elas as campanhas a favor da anistia aos cassados pelo regime militar e contra os decretos do governo Figueiredo (1979-1985), o movimento pró-CUT (Central Única dos Trabalhadores) e as campanhas das Diretas-já e pela convocação da Assembléia Nacional Constituinte. A entidade apoiou também o movimento “Lula presidente”, em 1989, e o que exigia o impeachment do então presidente Fernando Collor, realizado em 1992. Ao longo da década de 90, o Sinpro Minas se empenhou na batalha contra o projeto neoliberal capitaneado por Fernando Henrique Cardoso, que investiu fortemente contra os direitos trabalhistas.

Hoje, em decorrência da luta e da união da categoria, o Sinpro Minas é uma entidade forte, atuante e com total autonomia. Possui em sua base cerca de 65 mil professores de diversos níveis de ensino, da educação infantil ao ensino superior, e atende a categoria por meio de sua sede, em Belo Horizonte, e das 12 regionais localizadas em importantes regiões do estado, o que permite ter maior alcance dos 853 municípios de Minas Gerais.

Ao longo desses anos, inúmeros eventos, cursos, oficinas, palestras e atividades culturais e educacionais foram realizados pelo sindicato, com o objetivo de promover a discussão sobre assuntos importantes para a categoria e proporcioná-la momentos de descontração e lazer. O Espaço Cultural Jornalista Barbosa Lima Sobrinho, inaugurado em 1994, tornou-se palco constante de shows, lançamentos de livros, concursos literários, exposições fotográficas e de obras de arte, debates, entre outras atividades.

Na área da educação, o Sinpro Minas se destaca atualmente como um dos sindicatos do país que mais obtém conquistas – como o adicional extraclasse, as bolsas de estudo, o repouso remunerado –, em função da força e da mobilização da categoria. Sempre presente nas lutas do povo brasileiro e em defesa dos direitos dos professores, o sindicato, nesses mais de 70 anos de existência, não tem medido esforços para buscar a criação de um modelo educacional que tenha como premissas básicas a valorização da categoria e a qualidade do ensino, e que contribua para a unidade e o desenvolvimento da nação.

Datas de conquistas do Sinpro Minas

1943 – A campanha salarial é discutida pela primeira vez na diretoria do Sinpro Minas, apesar da definição de salários vir do Ministério da Educação.

1494 – Primeira negociação salarial, quando foi aprovada em assembleia a instauração do dissídio coletivo.

1950 – Primeira campanha pelo repouso remunerado.

1959 – Primeira greve da categoria.

1970 – Conquista do cálculo do salário do professor e partir do salário-aula, incluindo definitivamente o repouso remunerado e outros adicionais. Desta época são também os adicionais por aluno e por tempo de serviço e a consolidação das bolsas de estudos.

1989 – Conquista do adicional extraclasse, direito ao recebimento pelas reuniões e a antecipação quinzenal de salário mensal.

1993 – Direito de eleição de representante ou delegado sindical, com estabilidade.

Greves e paralisações da categoria

Ano Mês Dia da greve
1959 março 10 dias
1966 março 20 dias
1985 março 1 dia
1986 agosto/setembro 17 dias
1989 março/maio 36 dias
1990 setembro 16 dias
1991 março/maio 23 dias
1995 agosto 1 dia
1996 fevereiro 1 dia
1997 fevereiro 1 dia
1998 fevereiro 1 dia
1999 fevereiro/março 2 dias
2000 março 1 dia
2002 março 2 dias
2010 março 3 dias

Nomes do sindicato desde a fundação

Primeiro nome:
“Sindicato Mineiro dos Professores”.

Segundo nome:
“Sindicato dos Professores do Ensino Secundário de Belo Horizonte”. Com essa denominação foi expedida a “Carta Sindical”, em 14 de agosto de 1942.

Terceiro nome:
“Sindicato dos Professores do Ensino Secundário e Comercial de Belo Horizonte¨.

Quarto nome:
“Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais” e a partir desse ano teve sua base ampliada para todo o Estado, exceto Juiz de Fora.

Foto linha do tempo