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Assembleia decide pela renovação da Convenção Coletiva de Trabalho

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Mais um passo foi dado na campanha reivindicatória dos/as professores/as da rede privada de ensino de Belo Horizonte e região. Na manhã desta quarta-feira, 17/5, a categoria, incluindo também os/as professores/as de Idiomas, esteve reunida em assembleia realizada no hall principal da Assembleia Legislativa. A posição da categoria de não aceitar nenhum direito a menos continua firme e fez com que as negociações avançassem. A assembleia de hoje aprovou a proposta de renovação da Convenção Coletiva de Trabalho e a recomposição salarial pelo índice do INPC(4,57%), retroativo à data base. 

Sobre a validade da convenção, passa a ser de um ano e não de dois, como nas últimas campanhas reivindicatórias. De acordo com Valéria Morato, presidenta do Sinpro Minas, o sindicato patronal, Sinepe/MG, apresentou a contraproposta da convenção com pequenas alterações na redação, mas que não retiram direitos. Para os/as professores/as de Idiomas, o reajuste acordado é de 4%, o que representa o arredondamento do índice pelo INPC (3,99%) acumulado na data-base desse segmento (maio).

Valéria avalia que, mesmo com toda a ofensiva dos interesses patronais, essa proposta representa uma vitória em um contexto de fortes ataques aos direitos trabalhistas conquistados historicamente. “Não teremos ganho real neste ano, mas também não temos a retirada de nenhum direito. Nesse momento conjuntural isso é extremamente importante”, destaca. 

Para Valéria, a proposta aprovada é fruto de muita mobilização da categoria, frente a um sindicato patronal que não valoriza o trabalho do corpo docente e é a favor da reforma trabalhista, para aplicá-la em suas escolas, precarizando ainda mais o trabalho dos/as professores/as.

Durante a assembleia, várias/os professores/as lembraram que a luta da categoria reflete a situação de toda a classe trabalhadora brasileira, neste atual contexto político. Valéria Morato lembrou que é preciso seguir em resistência e combate às reformas que têm sido aprovadas por este governo ilegítimo de Michel Temer.

Unidade e luta

Valéria Morato convocou todos/as os/as professores/as para fortalecer a luta nacional e ocupar Brasilia no próximo dia 24 de maio. “Vamos juntos/as a Brasilia para dizer não à reforma da previdência, não à reforma trabalhista que fazem com que os/as trabalhadores/as brasileiros/as voltem ao tempo da escravidão. Nosso lema “resistir para avançar” vale mais do que nunca também nas lutas gerais”, afirmou.

Os interessados(as) em participar do “Ocupa Brasilia” podem entrar em contato com o Sinpro Minas e deixar o nome para a organização da ida ao ato.

Ouça a entrevista com Valéria Morato sobre a Assembleia:

 

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Para Valéria, a proposta aprovada é fruto de muita mobilização da categoria, frente a um sindicato patronal que não valoriza o trabalho do corpo docente

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Valéria avalia que, mesmo com toda a ofensiva dos interesses patronais, essa proposta representa uma vitória em um contexto de fortes ataques aos direitos trabalhistas conquistados historicamente

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Professores/as e diretoras/es do Sinpro Minas falaram sobre a realidade docente e a conjuntura nacional.

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Professores/as e diretoras/es do Sinpro Minas falaram sobre a realidade docente e a conjuntura nacional.

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Professores/as e diretoras/es do Sinpro Minas falaram sobre a realidade docente e a conjuntura nacional

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Professores/as e diretoras/es do Sinpro Minas falaram sobre a realidade docente e a conjuntura nacional

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Professores/as e diretoras/es do Sinpro Minas falaram sobre a realidade docente e a conjuntura nacional.

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Professores/as e diretoras/es do Sinpro Minas falaram sobre a realidade docente e a conjuntura nacional.

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