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Campanha mostra descaso do governo com saúde do povo

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Em Belo Horizonte, o dia de hoje, 18 de junho, está sendo marcado por uma intensa campanha audiovisual de ocupação da cidade para conscientizar e sensibilizar a população sobre o enfrentamento da pandemia de Covid-19. Realizada pelo o Sindicato dos Professores das Universidades Federais de Belo Horizonte, Montes Claros e Ouro Branco (APUBH),  a campanha intitulada “E Daí” ocupa também as redes sociais da instituição.

De acordo com o 2º Vice-Presidente do APBUH, o professor de física do Colégio Técnico da UFMG,  Helder de Figueiredo e Paula, a campanha foi idealizada pelo Comitê de Mobilização do APUBH. “Criado para realizar ações de comunicação e mobilização durante o período de pandemia e isolamento social, o Comitê viu a necessidade de expressar para a população também a indignação e repúdio dos/as professores/as das universidades federais sobre a forma leviana e criminosa como o governo federal está conduzindo o enfrentamento à pandemia. Para isso, usamos várias frases ditas pelo presidente Jair Bolsonaro, que relativizam o isolamento ou ironizam as informações e os números de mortes pelo COVI-19”, afirma.

Frases como, por exemplo: “E Daí? Lamento. Quer que eu faça o  quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre!”; “Todos nós iremos morrer”; ou “Não sou coveiro” são respondidas por professores das universidades federais tanto em cards como em pequenos áudios, postados nas redes sociais (Twitter @Apubh, Instagram e Facebook @apubhufmgsindicato). Os áudios foram veiculados também em carros de som que rodaram os bairros de Belo Horizonte durante toda a tarde.

Na avaliação de Helder, esta campanha é significativa por ter sido precedida de um abaixo-assinado em defesa do isolamento social que, em pouco mais de uma semana, reuniu 947 assinaturas. “Isto mostra que um conjunto significativo de professores/as da UFMG, provavelmente, compreendem que o presidente hoje atua como um obstáculo ao enfrentamento à pandemia da Covid-19. As pautas expressamente políticas são temas difíceis para o sindicato, pois na base há professores/as com diferentes orientações políticas e a atuação sindical está muito vinculada à defesa dos direitos econômicos e trabalhistas da categoria. No entanto, a adesão à campanha é fruto de uma crescente indignação com o absurdo número de pessoas que morreram  pela  Covid -19, que já ultrapassa  45 mil. O país  segue no caos, sem ministro da saúde e com um governo que não se compromete com o combate à proliferação da enfermidade”, ressalta.

O professor do departamento de Comunicação Social da UFMG, Eduardo de Jesus, membro do Comitê de Mobilização,  afirma que  a campanha é necessária  e tem uma função muito importante neste momento. “Queremos ampliar o debate em torno do modo como o governo federal vem tratando a grave pandemia.  Sempre de forma desrespeitosa com as vítimas e os familiares que  perderam seus entes queridos e sobretudo sem um plano, sem uma liderança que pudesse conter o avanço. Usamos uma linguagem simples e direta, com o objetivo de deixar claro essa postura irresponsável e negligente com a saúde pública para ajudar as  pessoas a pensarem de forma crítica sobre a gravidade do momento que vivemos e qual é  o papel do Estado”, afirma.

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