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Frente Povo Sem Medo defende plebiscito para decisão sobre eleições

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A Frente Povo Sem Medo anunciou nesta terça-feira (28) que vai convocar atos em defesa de um plebiscito popular para decidir se devem ser convocadas novas eleições para presidente da República. A frente é formada por mais de 30 movimentos sociais, entre eles a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a União Nacional dos Estudantes (UNE).

Ao falar sobre a defesa da Frente Povo Sem Medo, o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, indicou que a Central, que também compõe a Frente Brasil Popular, segue a mesma linha. “A 18ª reunião da Executiva Nacional da CTB defendeu a convocação de um plebiscito para que o povo delibere livremente sobre antecipação das eleições presidenciais, como caminho para derrotar o golpe em curso e construir uma nova alternativa política. Não acreditamos que com Temer a classe trabalhadora ganhe. Isso fica comprovado dia após dia de sua gestão interina, que ataca duramente os direitos conquistados”.

Em comunicado, a Frente Povo Sem Medo destacou que o governo Temer se coloca como o mais perigoso aos trabalhadores brasileiros na história recente do país, uma vez que, por não ter sido eleito, “coloca-se em uma situação em que não precisa prestar contas à sociedade, e está habilitado a praticar o mais severo programa de retrocessos, sem pagar preço eleitoral por isso”. Sendo assim, a Frente defende que o povo seja chamado a decidir, numa ampla consulta nacional.

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Acreditamos que convocar um plebiscito para que o povo delibere é o caminho para derrotar o golpe em curso e construir uma nova alternativa política”, diz Adilson Araújo

A presidenta da UNE, Carina Vitral, também já declarou que a maioria do movimento estudantil é simpática à ideia de novas eleições. “A população é que deve decidir se novas eleições devem acontecer ou não, uma vez que o direito de voto não foi respeitado”.

A proposta ainda está em debate entre as organizações que compõem a Frente Brasil Popular e, durante esta semana, as diferentes entidades que integram o movimento vão se reunir para analisar a ideia.“Uma proposta como essa só terá força para passar no Congresso Nacional se tiver força social. Se é de conhecimento que a democracia está em risco no Brasil, nada mais justo do que devolver ao povo o direito de decidir”, completou Vitral.

Requião: “Só plebiscito barra o golpe”

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) defendeu nesta terça-feira (28) em seu twitter que o golpe no Senado só será barrado com a convocação de um plebiscito para antecipar a eleição presidencial e que a presidenta Dilma Rousseff já deveria ter assumido uma posição em relação ao tema.

“Dilma vacila na posição que deve tomar. Mal assessorada? É preciso entender que não se trata de questão jurídica, mas de rejeição econômica, política e pessoal”, opinou Requião. A presidenta afastada Dilma Rousseff já acenou com a possibilidade de abraçar a ideia do plebiscito, mas não fechou posição sobre o tema ainda.

Eleições gerais em outubro?

Em entrevista ao site Sul21, o ex-presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Cezar Britto defendeu, ainda em 2015, a realização de um plebiscito com o fim de consultar os eleitores sobre a antecipação ou não das eleições presidenciais.

“Eu acho muito importante consultar o povo nos momentos mais difíceis da nação. Há uma crise política, há uma crise econômica. Fabricada ou não, há crise e a melhor forma de sair da crise, especialmente quando ela é política, é consultar o dono do mandato, que é o povo”, disse Britto.

Na opinião do advogado, haverá tempo suficiente para fazer o plebiscito e, se aprovada a antecipação das eleições, realizá-la junto com o pleito municipal em outubro.

Portal CTB com agências

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