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Lideranças sindicais e senadoras ocupam Senado contra reforma trabalhista

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A votação da reforma trabalhista no Senado Federal enfrenta forte resistência dos movimentos sociais e sindical nesta terça (11/07). A entrada do anexo II do Senado, amanheceu tomada por trabalhadores, lideranças sindicais e representantes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) se manifestando contra a votação da Reforma Trabalhista. A presidenta do Sinpro Minas, Valéria Morato, está lá participando desse momento decisivo da luta dos trabalhadores.

Ouça Valéria Morato que está acompanhando a luta contra a reforma trabalhista , no Senado

Durante todo o dia, a CTB está mantendo vigilância, dentro e fora do Congresso Nacional. O presidente da CTB, Adilson Araújo afirma que a CTB não arredará o pé da defesa dos direitos da classe trabalhadora e reitera que não haverá descanso na luta contra o desmonte das garantias legais dos trabalhadores e trabalhadoras. “Os direitos trabalhistas não são moeda de troca, para que Temer pague a conta do golpe”, assegura Adilson.

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O deputado cetebista Assis Melo (PCdoB-RS), esteve desde cedo acompanhando as movimentações e considera o PLC 38/2017 um crime contra a classe trabalhadora. “Se o Senado não cumprir seu papel de Casa revisora e não impedir esse retrocesso, a classe trabalhadora amargará difíceis dias”, disse o deputado.

Ainda na parte da manhã, parlamentares da oposição foram até a concentração da CTB para se solidarizarem com a luta dos trabalhadores e trabalhadoras, em defesa da legislação trabalhista e dos direitos da classe trabalhadora, ameaçados pelo PLC 38/2017.

A senadora Gleise Hoffmann (PT/PR) disse que a oposição lutaria de todas as formas para impedir a aprovação da proposta. “Usaremos de todos os recursos regimentais para barrar o avanço desta proposta que destrói o futuro do povo pobre e trabalhador. A classe trabalhadora pode confiar que faremos tudo o que for possível e necessário para defender os direitos trabalhistas”, garantiu Gleise.

A senadora Vanessa Grazziontin (PCdoB/AM) disse que o Senado não pode votar a reforma trabalhista, uma vez que, o conjunto de medidas é destrutivo para o Brasil e prejudicará inclusive as finanças públicas. Segundo ela, a reforma estimulará as demissões e abrirá caminho para o trabalho precarizado. Além disso, Vanessa Grazziotin considera que Temer não tem autoridade moral para sancionar qualquer reforma.

Senadoras ocupam tribuna do Senado

Mais tarde, em frente ao Congresso, a militância da CTB e outras centrais sindicais se juntaram e realizaram mais uma manifestação, enquanto, dentro do Plenário do Senado, as senadoras da oposição ocuparam a mesa e assumiram a presidência da sessão. O presidente do Senado, Eunício de Oliveira (PMDB-CE), suspendeu a sessão e mandou cortar o som e a luz do Plenário.

As senadoras Gleisi Hoffmann (PT-PR),  Fátima Bezerra (PT-RN), Regina Sousa (PT-PI) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) estão na tribuna do Senado em ato de resistência contra a votação da reforma trabalhista.  Elas se sentaram à mesa do plenário assim que a sessão foi aberta, por volta de 11h, quando o presidente da casa, Eunício Oliveira, ainda não estava no local. Pelas regras do Senado, qualquer senador pode abrir uma sessão, desde que haja quórum. Foi isso que as senadoras fizeram.

Contrárias à reforma trabalhista, as senadoras aproveitaram a primeira hora da sessão para passar a palavra para outros parlamentares que discursavam contra a proposta enviada pelo governo.

Fátima Bezerra chegou a ter o microfone arrancado da lapela de seu vestido pelo presidente Eunício Oliveira, que, irritado, determinou então o corte da luz, do som e a interrupção da sessão.

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) classificou a situação no Senado hoje de “ditadura dos tempos modernos”. Ela está no Senado apoiando as parlamentares. “Senado proíbe povo de acompanhar sessão, apaga luzes do plenário e quer aprovar #ReformaTrabalhista às escondidas”, escreveu nas redes sociais.

Segue a resistência no Senado

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Na sequência os governistas tentaram mudar o local da realização da sessão para o auditório Petrônio Portella, mas os dirigentes sindicais ocuparam a entrada do auditório e foram reprimidos com violência pela polícia legislativa do Senado. Mesmo assim, as lideranças sindicais estão mantendo vigília para impedir a precarização das relações de trabalho no Brasil.

Até o momento a sessão está suspensa e segue a resistência no Senado Federal.

De Brasília, Sônia Corrêa – Portal CTB

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