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Músicas, poesia e projeções: o afeto como uma arma para a luta e a resistência

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Com ternura e sensibilidade, iniciativas trazem conforto para enfrentar o momento de crise

Projeções em prédios estão se popularizando por todo o Brasil, e em Minas não é diferente – Coletivo Projetemos

Enfrentar essa pandemia não tem sido uma tarefa fácil. Seja para quem está em casa em isolamento social, seja para quem precisa sair às ruas para trabalhar. O medo do desconhecido, a incerteza do futuro e o temor pelas nossas vidas e as vidas de quem amamos muitas vezes toma nossas mentes e corações.

Mas talvez uma das lições mais belas que essa crise tem nos dado é a da solidariedade e do sentimento de saber que apesar dos pesares (e das barreiras físicas) não estamos sozinhos.

Com poesia, música e palavras de afeto diversas iniciativas em Belo Horizonte tem trazido alegria para o dia-a-dia dos mineiros.

Música de quarentena


Jornalista canta músicas atendendo a pedidos de amigos, seguidores e também do seu próprio coração / Reprodução

Entre uma pauta e outra, o jornalista Vinícius Luiz atende a um pedido especial para uma canção de afeto. Há seis anos ele divide a vida entre a redação e os palcos. Desde o início da quarentena, o artista mantém em sua conta no Instagram a campanha #MúsicaDeQuarentena. Cantando à capela, e às vezes tendo uma violinha como companheira, ele posta diariamente pequenos vídeos, atendendo a pedidos de amigos, seguidores e também do seu próprio coração. O repertório vai de Milton Nascimento a Zeca Pagodinho.

Para o jornalista, que cotidianamente lida com uma massividade de informações, a música é uma válvula de escape que tem o dom de despertar os sentimentos mais fortes e belos do ser humano. “A gente tá muito imerso nos fatos, tendo que lidar com notícias muito pesadas e a música comunica de outra forma, ela fala em outros lugares da gente” conclui o cantor.

Você pode ouvir as músicas ou fazer um pedido no endereço no @viniciussluiz.

Toques de poesia para tempos de crise


Podcast fala sobre atos revolucionários de Gioconda Belli, Pedro Tierra, Mario Benedetti e outros escritores latino-americanos / Divulgação

Inspirados em grandes poetisas e poetas da luta do povo, Mariana Cestari e Marcelo Pereira começaram o podcast “Toques de poesia para tempos de crise”. Em breves declamações semanais, o casal traz para os ouvintes o arroubo revolucionário de Gioconda Belli, Pedro Tierra, Mario Benedetti e outros escritores latino-americanos.

A proposta é afagar o isolamento social por meio do toque singular da poesia. “Nesse momento de angústia e insegurança, a poesia fala a linguagem da emoção e toca os corações de diferentes formas. Nosso podcast escolhe aqueles poemas com mensagens de esperança, gritos de denúncia e sonhos de um mundo solidário e igualitário”,  explica a professora Mariana.

Para colocar um toque de poesia na sua semana, basta clicar aqui.

Você também pode seguir o projeto Toques de poesia para tempos de crise em plataformas de podcast.

Projeções de afeto


Desde 2016, Coletivo Alvorada ocupa as ruas de BH com faixas e intervenções / Divulgação

As projeções têm se popularizado pelos prédios de todo o Brasil. Em Minas Gerais não é diferente. Além de se tornar uma ferramenta de denúncia, as paredes também trazem afago para os corações em quarentena. Uma das iniciativas é do Coletivo Alvorada, que desde 2016 ocupa as ruas de BH com faixas e intervenções.

Em meio a uma enxurrada de notícias ruins vindas das redes sociais e dos meios tradicionais de comunicação, as projeções inovam no jeito de informar. “Sabemos que ainda é uma forma limitada de comunicação, diante desse momento de isolamento. Mas é muito importante que a gente mantenha a esperança de dias melhores, que serão construídos com a luta de todos nós”, ressalta Munish, um dos integrantes do coletivo.

Por Amélia Gomes para o Brasil de Fato.

Edição: Elis Almeida

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