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Nísia Floresta: uma precursora da educação feminista

Lucília Machado
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O papel social da mulher no contexto da época da escritora e educadora do século IX, Nísia Floresta (1810-1885) foi o tema de palestra, ocorrida no dia 20 de outubro, da professora Lucília Machado, coordenadora do mestrado em Gestão Social, Educação e Desenvolvimento da UNA. O evento fez parte da programação do projeto Saberes de Outubro do Sinpro Minas. Mesmo com 15 livros publicados, o nome de Nísia Floresta não consta na história da literatura brasileira como romancista e sua história como educadora feminista também é pouco conhecida.

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Segundo Lucília, Nísia Floresta era uma mulher à frente de sua época. Ela conta que em 1827, a legislação só permitia o ensino de prendas domésticas para as meninas e, somente em 1879, as mulheres foram admitidas no ensino superior. “Na época, as meninas eram tiradas da escola aos 13, 14 anos, consideradas preparadas para a vida, ou seja, para o casamento”, conta.

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Nísia Floresta criticava o ensino nas escolas da Corte, onde meninas aprendiam regras de etiqueta e “bons costumes”. Ela fundou uma escola para meninas no Rio de Janeiro para ensinar línguas, ciências naturais e sociais, matemática e artes e reivindicava a busca de oportunidades no campo educacional para as mulheres. “Nísia tratou a questão feminina a partir de uma perspectiva nacional. Certamente, por sofrer perseguições políticas teve que se mudar diversas vezes de estado. Nasceu no Rio Grande do Norte, morou em Pernambuco, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, vindo a falecer em Paris aos 75 anos de idade”, relembra a professora.

Em sua palestra, Lucília também citou a escritora Simone de Beauvoir que disse bastar uma crise para que os direitos das mulheres sejam questionados e, por isso é preciso estar vigilante.

Saiba mais: assista o documentário Nísia Floresta

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