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Sinpro manifesta indignação

ESCULTURA E REITORIA
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O Sinpro Minas vem a público manifestar sua indignação e estranheza com relação à ação da Polícia Federal na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na manhã de hoje, 06/12, e que teve como foco o projeto do Memorial da Anistia – que vem sendo construído pela instituição de ensino.

Não há fatos que justifiquem a condução coercitiva e midiaticamente espetaculosa que se fez dos atuais gestores da Universidade, bem como dos seus antecessores. A Constituição da República de 1988 assegura a todos o devido processo legal e a presunção de inocência – preceitos que não foram respeitados. Também não existe, por parte dos citados, nenhuma obstrução às investigações ou escusa a depoimentos esclarecedores, não existindo nenhum motivo concreto à ação ostensiva e deletéria da Polícia Federal.

Ao que nos parece, há, sim, uma intenção de viés político e mercadológico que quer desconstruir e difamar a universidade pública brasileira pra justificar sua privatização e seu desmonte perante a sociedade. Assim sendo, salta aos olhos o caráter político dessa ação em nível nacional – que já foi observada de forma análoga na Universidade Federal de Santa Catarina e que levou à morte do reitor Prof. Luiz Carlos Cancellier de Olivo.

O Sinpro Minas ratifica seu repúdio a ações abusivas como essa dentre outras conduzidas pela Polícia Federal e que ferem preceitos constitucionais. Reitera, também, seu compromisso com a defesa da educação pública gratuita e de qualidade social para todos/as, bem como com a defesa da restauração da democracia – em franco processo de desmonte ante à instalação de um Estado de Exceção que precisa e deve ser combatido pela sociedade brasileira.

Diretoria do Sinpro Minas

Belo Horizonte, 06 de dezembro de 2017.

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