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Nota de repúdio à substituição de professores grevistas no Izabela Hendrix

Izabela Hendrix fachada
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O Sinpro Minas repudia a atitude ilegal da direção do Centro Universitário Izabela Hendrix de substituir professores grevistas. Trata-se de uma medida que afronta de forma inequívoca o direito de greve, previsto na Constituição brasileira.

Também desrespeita a decisão soberana dos professores, tomada em assembleia, de paralisar as atividades docentes por tempo indeterminado, em razão de constantes descumprimentos de direitos básicos, entre eles o não pagamento de salários.

Em pleno isolamento social, em razão da pandemia, estudantes da instituição de ensino foram surpreendidos com informações sobre aulas virtuais ministradas por outros professores. Em repúdio às substituições ilegais, vários alunos criticaram a decisão do Centro Universitário e a consideraram um desrespeito aos direitos dos docentes, a eles próprios e aos projetos pedagógicos que estavam em curso também.

O Sinpro Minas informa ao corpo docente e discente que as medidas jurídicas cabíveis já foram encaminhadas, com o objetivo de corrigir essa ilegalidade, e reitera que permanecerá atento ao cumprimento dos direitos dos professores.

Em greve desde 11 de fevereiro, os professores do Centro Universitário Izabela Hendrix enfrentam, há anos, uma situação de desrespeito a seus direitos trabalhistas. Com regularidade, a instituição de ensino descumpre direitos básicos da categoria, como o não pagamento de salários e a falta de depósito do FGTS, em claro desacordo com o que prevê a legislação trabalhista.

Esse quadro tem sido responsável por gerar um enorme clima de insatisfação entre os professores, com reflexos negativos para o processo de ensino-aprendizagem. Frente a esse cenário, os docentes e o Sinpro Minas tentaram, por diversas vezes, negociar prazos e soluções com a direção da instituição de ensino, mas ela não tem se posicionado de forma satisfatória para resolver as irregularidades. Muito pelo contrário, investe na falta de transparência e na tentativa de desunir os professores.

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