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Professores demitidos na Universo fazem novo protesto e exigem seus direitos

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Professores demitidos na unidade de Belo Horizonte da Universo fizeram um novo protesto, na noite dessa segunda-feira (12/8), na portaria da instituição de ensino.

Eles exigiram da direção da Universidade o pagamento das verbas rescisórias conforme prevê a legislação trabalhista, bem como o depósito do FGTS. O protesto ganhou o apoio e a adesão de estudantes, que também manifestaram indignação com a postura da instituição de ensino.

Em julho, a Universidade demitiu em massa cerca de 70 docentes, sem qualquer diálogo com os trabalhadores ou negociação com o Sinpro Minas. A instituição de ensino alegou que a decisão fez parte de uma proposta de reorganização pedagógica, mas a justificativa não convenceu professores nem estudantes, que criticaram a medida.

Na verdade, as demissões atendem a um projeto de mercantilização da educação, sem qualquer preocupação com a qualidade do ensino. Sob a lógica do mercado, o que se buscou foi a redução de custos, para lucrar ainda mais com a educação, em detrimento dos direitos e da dignidade dos docentes.

Na prática, a direção da Universidade demitiu professores mais antigos, com anos de experiência profissional e acadêmica, para recontratar outros com salários mais baixos. São profissionais que dedicaram uma carreira ao ensino e à adequada formação de milhares de estudantes, apesar das inúmeras adversidades e dos ataques a suas conquistas nos últimos anos.

Vale lembrar que, há anos, a instituição de ensino não tem pago as verbas rescisórias de professores demitidos conforme prevê a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), e, desde 2014, o Sinpro Minas ajuizou uma ação coletiva contra a Universidade, para cobrar os valores atrasados do FGTS, que não são depositados desde 2005.

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