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Professores realizam assembleia e fortalecem a greve geral

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A campanha reivindicatória dos professores da rede particular de ensino de Minas Gerais ganhou ainda mais força nesse dia de greve geral em todo o país. Os professores de BH e região se reuniram em assembleia na Associação Médica na manhã desta sexta, 28 de abril. A assembleia esteve lotada, com a presença de professores de dezenas de escolas da capital e região metropolitana, que paralisaram suas atividades.

assembleia auditório

Em auditório lotado, professores reivindicaram melhores condições de trabalho

A categoria decidiu pela continuidade das negociações com o sindicato patronal e reafirmou sua posição de não aceitar nenhum direito a menos. Os professores querem avançar com a proposta de ganho real e não aceitam a proposta do Sinepe de alteração na cláusula das férias.

“A assembleia da nossa categoria decidiu continuar a lutar pelos nossos direitos, para que tenhamos avanços nas nossas negociações. Nossa campanha reivindicatória acontece em meio a uma grande ofensiva de retirada de direitos dos trabalhadores, mas estamos unidos para mostrar a nossa força”, afirmou a presidenta do Sinpro Minas, Valéria Morato.

Valéria

Valéria Morato destacou a mobilização da categoria.

Uma nova assembleia será realizada no dia 4 de maio (quinta-feira), às 18h30, no Sinpro, para avaliar os rumos da campanha reivindicatória.

Ao fim da assembleia, os professores decidiram sair em passeata até a Praça 7 para participar da greve geral no centro da cidade. “Estamos nas ruas pra mostrar para esse governo que a toda a classe trabalhadora está unida contra as reformas trabalhista e da Previdência e contra a terceirização. Sabemos que a ofensiva patronal sobre os trabalhadores e professores está grande nesse momento, mas contem com o sindicato para apoiá-los na luta por nossos direitos”, convocou Valéria.

passeata professoresNeste dia de greve geral, milhares de professores se mobilizaram e escolas foram paradas em todo o estado de Minas Gerais e no país. Com apoio da Contee, professores do setor privado de ensino participam de vários atos da greve em diversas cidades brasileiras.

Praça sete greve geral

Praça 7, no Centro de Belo Horizonte

Praça 7 editada

Milhares protestaram no centro da capital contra a terceirização e as reformas trabalhista e da Previdência

 

Fora Temer

Cartazes contra o governo golpista foram vistos por toda a cidade

 

Durante todo o dia 28 de abril, a Rádio Sinpro Minas veiculou informações sobre a greve em todo o Brasil e, em Belo Horizonte, deu a voz à lideranças de movimentos sociais, estudantes, professores, sindicalistas  e parlamentares que participaram do ato na Praça Sete. Foram mais de trinta pessoas que falaram o motivo de estarem nas ruas e motivaram o ouvinte a participar da mobilização contras as medidas, do governo ilegítimo de Michel Temer, que promovem retirada de direito. Ouça, pela Rádio Sinpro Minas, alguns destes depoimentos:

Ouça, aqui, alguns destes depoimentos.

 

 

Comentários (3)

  1. Roberto, já trabalhei no SESI , e graças a deus me desliguei desta empresa. A cobrança e pressão que existem aí são descabidas. Reuniãos pedagógicas que mais parece um folhetim partidário do Psdb, cobrança de resultado irreais e muito,muito, muito trabalho extra. Entregue curriculos, mude... Existe vida fora daí! Abraço e seguimos na luta!

  2. Prezado Roberto, tentamos de toda forma entrar no SESI e não conseguimos. As visitas estão preconizadas no nosso acordo, mas infelizmente não nos permitem entrar. Conseguimos entrar apenas no Gameleira, mesmo assim os professores não conseguiram ter unanimidade na paralisação. Posso te assegurar que não é ausência ou descaso do sindicato. É, sim, uma ofensiva muito grande por parte da FIEMG que tem todo interesse que essas reformas nefastas ao trabalhador sejam aprovadas. Estamos atentos a tudo que está acontecendo, mas precisamos de vocês nas nossas assembleias pra juntos termos força e unidade no enfrentamento dessa situação. Nossa presidenta vai reportar e cobrar uma atitude reparatória sobre o ocorrido no dia 28 aos responsáveis da FIEMG durante as negociações da nossa campanha reivindicatória. Agradecemos o contato e a crítica.

  3. Boa tarde !!! Nós do Sistema Fiemg- Sesi infelizmente estamos abandonados em relação ao NOSSO sindicato. Fomos obrigados a trabalhar nesse dia 28, não temos apoio nem visita de nenhum representante do sindicato. Estamos trabalhando como escravos, cada dia mais trabalho e mais cobrança em relação há resultados, sem falar que a pressão que estamos tendo.

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