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Ranking da Anvisa aponta alimentos contaminados por agrotóxicos

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Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos, relativo ao ano de 2010, indica produtos com problema de contaminação. O pimentão, o morango e o pepino lideram o ranking dos alimentos com o maior número de amostras contaminadas por agrotóxico no ano em questão.

Dois tipos de problemas foram detectados pela Anvisa nestas amostras: presença de resíduos de agrotóxicos acima do permitido e uso de agrotóxicos não autorizados para estas culturas.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou hoje (7) os dados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos, relativo ao ano de 2010. O pimentão, o morango e o pepino lideram o ranking dos alimentos com o maior número de amostras contaminadas por agrotóxico no ano em questão. Mais de 90% das amostras de pimentão analisadas pelo programa apresentaram contaminação. No caso do morango e do pepino, o percentual de amostras contaminadas foi de 63% e de 58%, respectivamente. Dois tipos de problemas foram detectados pela Anvisa nestas amostras: presença de resíduos de agrotóxicos acima do permitido e uso de agrotóxicos não autorizados para estas culturas. As amostras foram coletadas em 25 estados do país e no Distrito Federal. São Paulo foi o único Estado a não participar do programa em 2010Outros produtos apresentaram problemas classificados como “preocupantes” pela Anvisa. Em 55% das amostras de alface e 50% das amostras de cenoura também foram encontrados sinais de contaminação. Beterraba, abacaxi, couve e mamão apresentaram o mesmo problema em 30% de suas amostras. No outro extremo, a batata foi aprovada como livre de contaminação em 100% das amostras analisadas. O diretor da Anvisa, Agenor Álvares, definiu assim o resultado: “São dados preocupantes, se considerarmos que a ingestão cotidiana desses agrotóxicos pode contribuir para o surgimento de doenças crônicas não transmissíveis, como a desregulação endócrina e o câncer”.No balanço geral, das 2.488 amostras analisadas pelo programa, 28% apresentaram problemas. Deste total, em 24,3% dos casos, foi constatada a presença de agrotóxicos não autorizados para a cultura analisada. Em 1,7% das amostras foram encontrados resíduos de agrotóxicos em níveis acima dos autorizados. “Esses resíduos indicam a utilização de agrotóxicos em desacordo com as informações presentes no rótulo e bula do produto, ou seja, indicação do número de aplicações, quantidade de ingrediente ativo por hectare e intervalo de segurança”, observa Agenor Álvares. Em 1,9% das amostras foram encontradas as duas irregularidades simultaneamente na mesma amostra.O relatório final do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos destaca que as doenças crônicas não transmissíveis – que têm os agrotóxicos entre seus agentes causadores – são hoje um problema mundial de saúde pública. Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), elas são responsáveis por 63% das 57 milhões de mortes declaradas no mundo em 2008, e por 45,9% do volume global de doenças. A OMS prevê um aumento de 15%, entre 2010 e 2020, dos óbitos causados por essas doenças. No Brasil, elas já representam a principal causa de óbito, sendo responsáveis por 74% das mortes ocorridas em 2008 (893.900 óbitos).O mercado brasileiro de agrotóxicos é o maior do mundo, com 107 empresas aptas a registrar produtos, e representa 16% do mercado mundial. Somente em 2009, foram vendidas mais de 780 mil toneladas de produtos no país. Além disso, o Brasil também ocupa a sexta posição no ranking mundial de importação de agrotóxicos. A entrada desses produtos em território nacional aumentou 236%, entre 2000 e 2007. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil é o principal destino de agrotóxicos proibidos no exterior. Dez variedades vendidas livremente aos agricultores não circulam na União Europeia e Estados Unidos. Foram proibidas pelas autoridades sanitárias desses países.Fonte: Agência Carta Maior, com informações da Anvisa.

Comentários (1)

  1. Dina disse em

    Mario Netto disse:Defensivos Agredcolas: Posicionamento do setor09/12 Andef divulga posniconameito da indfastria de defensivos agredcolas sobre o Programa de Ane1lise de Resedduos de Agrotf3xicos em Alimentos PARAA Associae7e3o Nacional de Defesa Vegetal, ANDEF, e suas associadas apf3iam o permanente monitoramento de resedduos dos alimentos por parte dos f3rge3os governamentais. Somada e0s iniciativas de empresas dos setores da indfastria e do come9rcio de alimentos, tais ane1lises se3o importantes para garantir a safade dos consumidores brasileiros e as boas pre1ticas agredcolas.Entre os programas de monitoramento de resedduos em alimentos realizados no paeds, destacam-se o Plano Nacional de Controle de Resedduos e Contaminantes em Produtos de Origem Vegetal (PNCRC), do Ministe9rio da Agricultura, Pecue1ria e Abastecimento, MAPA, e o Programa de Ane1lise de Resedduos de Agrotf3xicos em Alimentos, PARA, coordenado pela Ageancia Nacional de Vigile2ncia Sanite1ria, Anvisa, vinculada ao Ministe9rio da Safade.c9 fundamental esclarecer e0 populae7e3o que os resultados apresentados pelo programa PARA, da Anvisa, na quarta-feira, 6 de dezembro, ne3o devem desestimular a populae7e3o a consumir frutas e verduras, um he1bito saude1vel e recomendado por todos os nutricionistas e me9dicos.No monitoramento da Anvisa, observa-se que a grande maioria das inconformidades se refere ao uso de agrotf3xicos ne3o registrados para determinadas culturas. Isso ocorre quando o agricultor utiliza um determinado defensivo registrado para o tomate, por exemplo, para combater uma mesma praga que ataca o pimente3o mas que ne3o dispf5e do mesmo registro. He1 alguns anos, a legislae7e3o autorizava este manejo, pore9m atualmente impede o agricultor de fazea-lo. Associadas da ANDEF je1 apresentaram diversos projetos que visam estender o registro de agrotf3xicos e0s culturas de hortalie7as (chamadas minor crops ), hoje ne3o atendidas. No entanto, os processos aguardam a regulamentae7e3o da Instrue7e3o Normativa 01/10, dos Ministe9rios da Agricultura, Meio Ambiente e Safade, que disciplina a mate9ria. A publicae7e3o dessa medida, sem dfavida, contribuire1 para minimizar consideravelmente as inconformidades hoje divulgadas.Em relae7e3o e0s culturas nos quais foram identificados resultados acima do Limite Me1ximo de Resedduos (LMR) e9 necesse1rio esclarecer que, no geral, os valores de inconformidade obtidos, de 1,7%, se3o baixos e igual aos encontrados em programas de monitoramento em paedses onde se pratica uma agricultura de escala. E mais: e9 muito importante destacar que, dos 18 alimentos analisados pela Anvisa, em 8 culturas ne3o ocorreu nenhuma inconformidade (zero %) entre eles, por exemplo, alface, batata, cenoura e o pimente3o. Este fato mostra um uso racional e correto de defensivos como preconiza a boa pre1tica agredcola. Esses dados do PARA este3o em linha com o programa de monitoramento de resedduos, PNCRC, do Ministe9rio da Agricultura, divulgado dia 14 de novembro: segundo a ane1lise do f3rge3o, em 17 culturas, das 790 amostras, 734 (edndice de 92,9%) estavam dentro dos padrf5es de qualidade.De todo modo, a ANDEF acredita que os monitoramentos realizados se3o fateis para refore7ar o treinamento contednuo dos agricultores para boas as pre1ticas agredcolas, essas pre1ticas incluem a aplicae7e3o dos defensivos agredcolas seguindo as recomendae7f5es do receitue1rio agronf4mico e da bula e o uso de EPIs(equipamento de protee7e3o individual). As associadas da ANDEF veam desenvolvendo em parceria com universidades, sindicatos rurais e cooperativas do agronegf3cio infameros cursos, dias de campo e treinamento sobre tecnologia de aplicae7e3o e o uso dos EPIs. Em 2010, foram capacitadas 3.427.168 pessoas. Somadas os faltimos cinco anos, alcane7a-se o resultado marcante de 7.384.858 pessoas positivamente impactadas.07 de dezembro de 2011Associae7e3o Nacional de Defesa Vegetal ANDEF

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