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Revista Elas por Elas disponível on line

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As  diversas lutas e conquistas das mulheres, ao longo da história, são temas centrais da revista de gênero  Elas por Elas.  Maternidade ameaçada,  matéria de capa da edição 2018, lançada recentemente,  fala do descaso dos governos com a maternidade pública no Brasil, destacando o caso do Hospital Sofia Feldman que sofre com cortes no orçamento federal. Outros temas referentes às diversas lutas e desafios das mulheres também são abordados nesta edição, como a ausência de resposta por parte do poder público diante do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, os desafios das mulheres negras na universidade, o cinema feito por mulheres e as canções, novas e antigas, que evidenciam o machismo na sociedade brasileira. Dois ensaios fotográficos também fazem parte desta edição. Habitadas foi produzido pela jornalista Carina Aparecida que o dedica “às mulheres que ocupam lugares sem vida na cidade e dali constroem o direto à moradia. Cada mulher que ocupa, transborda sua casa em luta. Cada mulher que ocupa, também se habita”. O outro ensaio, A Pele que Habito, foi produzido por um grupo de estudantes da Escola de Belas Artes da UFMG e reflete a multiplicidade de corpos, de peles, de formas de seres. A beleza extraordinária que não se encaixa em padrões.

Ainda nesta edição, uma homenagem à professora Heley de Abreu que, em outubro de 2017, pelo seu ato de heroísmo perdeu sua vida para salvar 25 crianças de um incêndio em uma creche na cidade de Janaúba (MG).

Além das dicas de livros, filmes e sites que abordam temas ligados à questão de igualdade de gênero, a revista traz também um pouco da força da mulher indígena, por meio da história de Avelin Buniacá, professora de Sociologia no ensino médio em BH e assessora parlamentar na Câmara Municipal de BH num programa de letramento étnico racial da perspectiva indígena. “Neste projeto, temos como objetivo desconstruir preconceitos e construir novos paradigmas sobre a cultura, os saberes e a ancestralidade indígena”, conta Avelin.

Para a presidenta do Sinpro Minas, Valéria Morato, lançar esta revista nesta conjuntura de grandes dificuldades político-econômicas e ataques generalizados ao povo brasileiro, em especial ao movimento sindical e à organização da classe trabalhadora, é um desafio enorme. Há algum tempo, os trabalhadores e trabalhadoras em educação têm sido duramente impactados por uma onda de retrocessos, que vão da reforma trabalhista e liberação da terceirização irrestrita até à desprofissionalização do magistério e à perseguição, censura e criminalização de professores e professoras. Mas vamos resistir bravamente, pois o povo brasileiro é um povo de luta”, disse Valéria ao reforçar que a revista tem este papel de trazer para o debate questões que afetam a vida, especialmente, da mulher trabalhadora.

A 11ª edição da revista Elas por Elas, publicação anual de gênero do Sinpro Minas, foi lançada no dia 19 de outubro, em cerimônia realizada na sede do sindicato, em Belo Horizonte. A revista Elas por Elas, nestes anos, já recebeu diversos prêmios nacionais de jornalismo e se tornou um importante instrumento para divulgar as lutas feministas.

Acesse a revista Elas por elas 2018 aqui

Para a estudante do ensino fundamental, Bruna, de 15 anos, foi uma alegria participar do lançamento da revista Elas por Elas. “Considero uma mídia super importante, pois seu conteúdo retrata a mulher na sociedade de uma forma real, coisa que bem poucas mídias fazem. Muitas mulheres já fizeram história, em busca da igualdade de gênero, mas o Brasil ainda está longe do ideal. A luta é mesmo diária, dentro e fora da escola para ajudar a sociedade a reconhecer o valor de todas”, afirmou.

A diretora do Sinpro Minas e engenheira florestal, Ângela Gomes, que assina, na revista, o artigo Ecofeminismo: construindo uma metodologia libertária”, disse que a publicação significa a ocupação de um território de direito de igualdade das mulheres. “Num país que a gente vê, ainda, no cotidiano o patriarcalismo levando a violência contra a mulher, com tanto racismo levando à destruição da nossa matriz africana, numa tentativa de eliminar os direitos básicos da sociedade, a revista representa uma metodologia libertária. No artigo da revista, escrevi que o ecofeminismo, instrumento que a gente tem de retomada do conhecimento feminino das mulheres ancestrais sobre a natureza e seu modelo de gestão planetária, é que torna possível a gente construir outro modelo de sociedade”. Ângela destaca que a revista Elas por Elas é um dos poucos espaços midiáticos em que a mulher tem voz, vez e visibilidade aos seus projetos.

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