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Sinpro Minas celebra vitória da categoria: CCT 2018 assinada!

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O Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro Minas) assinou, no Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-MG), na tarde desta segunda-feira, 14 de maio, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com o Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep/MG), sem NENHUMA perda de direitos para a categoria.

O acordo é resultado de muita luta e articulação dos professores e professoras que fizeram, inclusive, 10 dias de greve em protesto contra a tentativa de retirada de direitos conquistados aos longos dos 85 anos do sindicato.

Após várias tentativas de negociação para o fechamento da CCT com o sindicato patronal, o Sinpro Minas entrou com o requerimento de que fosse feita uma audiência de mediação e conciliação pré-processual. A mediação foi instruída pelo desembargador Márcio Flávio Salem Vidigal, primeiro vice-presidente do Tribunal. Ele destacou que o procedimento de mediação e conciliação pré-processual tem dado novo perfil às resoluções. “Ele não é imposto às partes, vem delas próprias para o mediador ou conciliador que apenas contribui para um consenso, sabendo que as partes podem alcançar uma solução viável e que satisfaça a ambas. O mediador apenas aponta metas, caminhos, atuando no sentido de aproximar as partes num processo de diálogo. Foi o que aconteceu neste caso. Conseguimos um ótimo resultado, foram mais de 20 horas de conversa, de mediação. As duas partes facilitaram o papel do mediador e saímos felizes com o resultado”, afirma.

Após a assinatura do acordo, o procurador do Ministério Público do Trabalho Arlélio de Carvalho Lage afirmou que foi muito importante este consenso. “A greve dos professores preocupou muito o Ministério Público do Trabalho, pois estava afetando um grande número de pessoas – não só os trabalhadores e as empresas”, afirma. O procurador diz que a greve, com certeza, foi necessária para que se conseguisse compensar algumas perdas que estavam postas com a mudança da lei trabalhista. “Muita coisa na reforma trabalhista prejudica o trabalhador. Importante que os sindicatos, prejudicados com o fim das contribuições sindicais, tenham uma atividade importante junto aos associados para que se fortaleçam e nasçam novos direitos – mas coletivos, não legais, porque há a prevalência da CCT sobre o legislado. Agora, mais do que nunca, é importante que o trabalhador se filie ao sindicato da categoria, pois isso é que vai dar força para negociação, porque um sindicato que não tem como se manter não terá como conseguir lutar pela garantia de direitos do trabalhador”, avalia.

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A presidenta do Sinpro Minas, Valéria Morato, destaca a importância histórica deste momento da assinatura da CCT. “É a coroação da vitória da resistência dos professores e professoras na garantia dos seus direitos. Conseguimos fechar a Convenção com nenhum direito a menos, como foi nosso mote da campanha reivindicatória. E o que havíamos perdido com a lei da reforma trabalhista, que era a homologação no sindicato, conseguimos garantir também nesta Convenção”, comemora.

Valéria Morato, ao agradecer a todos do TRT- MG e do Ministério Público, pela valiosa contribuição para o fechamento da CCT, destaca o fundamental papel dos professores e professoras para esta conquista. “A categoria deu uma aula de resistência e de unidade – um exemplo e esperança para todas as classes trabalhadoras no Brasil, num período de tentativas de precarização do trabalho e de retirada de direitos. Os professores e professoras reconheceram a importância da luta e da união e responderam ao chamado do sindicato. Temos diretoria, representatividade, mas a força está na categoria”, afirma, ao destacar também a importância do diálogo que os professores e professoras conseguiram estabelecer com os/as alunos/as e seus familiares, que perceberam que esta situação implica diretamente na qualidade da educação”, afirma.

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Comentários (9)

  1. Infelizmente nos últimos dois anos o reajuste não significou absolutamente nada na realidade brasileira. A cada ano o poder de compra nosso só reduz. Lamentável o que os empresários fazem com o corpo docente, já que as mensalidades aumentam muito mais. Enfim, estamos no Brasil!

  2. Alexandre, para quem estava para perder todos os direitos, considero que sim. E digo mais, foi uma vitória contra a Reforma Trabalhista. Pois mantivemos direitos que ela retirou.

  3. A manutenção dos direitos foi muito bom pra categoria. Mas um reajuste de 1,54% não significa uma grande vitória para os professores. Essa é a verdade!

  4. Professor Luciano, você tem toda razão. Porém, a ofensiva contra nossos direitos neste ano foi gravíssima. Lutamos por nenhum direito a menos. E conseguimos. Mas tenho certeza que acumulamos força para exigir reajuste digno para a próxima campanha. Estamos juntos.

  5. Flávia, Governador Valadares é outra negociação. Com o Sinepe Nordete. Está em andamento.

  6. Sou professor e sindicalizado. Foi muito bom ver que o sindicato lutou para manter os direitos. A ressalva de todo esse trabalho é ver a perda com a inflação registrada anualmente e o reajuste recebido. Na escola do meu filho, o reajuste foi de 8% esse ano. E nos temos 1,54%. Quero deixar claro que a manutenção dos direitos foi muito bom, mas ano a ano estamos vendo os reajustes abaixo da inflação. Triste constatação.

  7. A conquista Vale para a cidade de Governador Valadares? Obrigada!

  8. Luiz, foi assinada ontem. Esperamos o jurídico aprovar e digitalizamos. em breve estará no ar.

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