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Sinpro Minas repudia avaliação de desempenho de professores

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O Sindicato dos Professores de Minas Gerais tem recebido denúncias de que várias escolas estão convocando professores para participar de um processo de avaliação de desempenho dos seus colegas de trabalho.

O Sinpro Minas repudia essa ação por entender que tal prática traz sérios riscos para os profissionais – tanto os que têm de avaliar como os avaliados. Cria-se um estado de vigilância constante num ambiente em que a confiança, a solidariedade e o respeito são essenciais para o bom desenvolvimento do trabalho.

O campo da educação, como todos sabemos, exige não só conhecimento, mas criatividade, parcerias e prazer. Enquanto colegas de trabalho, não devemos participar desse processo. Ele tem como meta culpabilizar o professor pela penalização ou demissão de seu colega. Exigir um juízo de valor sobre o outro é antipedagógico e pode, inclusive, gerar não só um clima de desconfiança e mal-estar, mas provocar um adoecimento nos professores em consequência do medo e ansiedade ao ser avaliado ou da culpa por se sentir responsável pela demissão de seu colega.

O Sinpro é radicalmente contra essa cultura da prática de delação, oriunda de uma lógica mercadológica e neoliberal, em que o trabalho e o trabalhador nunca são valorizados. Essa ação faz com que se rompam os laços entre os trabalhadores e, como nos ensina Michel Foucault, técnicas de controle por meio da fiscalização geram medo e submissão.

Certamente, práticas dessa natureza, empregadas por várias escolas particulares em Minas Gerais, só trazem prejuízo para a educação. O Sinpro acredita na construção coletiva, no respeito e solidariedade entre os professores, pois a educação só é possível se for pensada e realizada dentro de uma lógica de respeito ao outro e de valorização do trabalho, pois educação e professores não são mercadorias.

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