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Sinpro Minas repudia violência contra professor em BH

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A sociedade brasileira atravessa um momento de tensionamento político e fragilidade institucional. As rupturas com preceitos necessários à convivência são aviltados cotidianamente. Neste processo, a democracia, a diversidade, e o respeito às diferenças são valores que vêm sendo paulatinamente ignorados, dando lugar a seus opostos, dificultando a vida em coletividade e a primazia da unidade popular que devemos incessantemente construir.

O contexto de quebra da estabilidade democrática traz consequências deletérias para o funcionamento da sociedade, como a insegurança, a incerteza e a instalação de violência que, antes tida como processo marginal à mesma, ganha aparência de “normalidade” e respaldo por parte de determinados setores sociais conservadores.

Chegou hoje (05/10) ao conhecimento do Sinpro Minas que um professor da Faculdade Faminas-BH foi agredido, na segunda (02/10), por um estudante durante aplicação de prova no curso de Direito, no exercício de sua autoridade docente. Conforme o relato, após ter sido advertido pelo professor que teria sua prova anulada em função do uso indevido do celular durante a avaliação, contrariando as regras estabelecidas, o aluno reagiu de forma violenta contra o mesmo, inclusive com ameaças verbais e físicas.

Acreditamos que o incidente em questão é um reflexo da conjuntura que se impõem na ordem do dia. Temos assistido a diversos ataques à autonomia docente e à liberdade de cátedra, como é o caso da pauta da lei da mordaça – que se tenta aplicar em diversos locais do país. Assistimos, também, ao corte de conteúdos relevantes ao convívio social e que levam à reflexão crítica – por parte de reformas curriculares impostas de forma anti-democrática – assim como – e por consequência – o crescimento do desrespeito ao professor e à sua autoridade em sala de aula.

O Sinpro Minas, enquanto entidade histórica de defesa da categoria docente, repudia com veemência qualquer ato de violência e desrespeito e não medirá esforços para apurar o caso e defender o professor e quaisquer outros professores em sua autonomia, autoridade e integridades física e moral.

Reiteramos, diuturnamente, que trabalhamos e lutamos pela valorização docente, pelo respeito, contra toda forma de violência e em favor da cultura da paz. Por nenhum direito a menos e em defesa da educação de qualidade social para todos/as.

Diretoria do Sinpro Minas

Comentários (2)

  1. Nós professores precisamos ser respeitados. A valorização de nossa função não se dá apenas com a remuneração de salários dignos, mas também pela relação de civilidade e respeito com nossos alunos e demais profissionais da unidade educacional. Um aluno que não respeita o seu professor, já é uma prova de que não aprendeu nada do que lhe foi ensinado, afinal de contas as relações humanas são as primeiras a serem aprendidas e isso vem do berço. Tratar o professor com respeito é algo que começa em casa, tratando os pais com respeito, os irmãos, os avós. Depois vai para a rua, nas relações de trabalho e na escola. Não podemos assistir o empoderamento da ignorância, da intolerância e da violência e ficarmos calados.

  2. Achei que isto nunca chegaria a uma faculdade de Belo Horizonte, onde o cidadão que a procura como meio de formação, já tem consciência que as regras fazem parte do bom convívio, sendo este já ultrapassado (pela sua idade) o desejo de quebrar as regras e por sua vez o desrespeito ao professor só é somente só, para impor seu desejo como se não fosse culto o bastante para o embate de idéias. Imagina este na frente de um juiz quando tiver envolto ao um processo na defesa ou quem sabe na acusação?!.

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