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Unitri atrasa pagamento e professores/as se mobilizam por mais valorização

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Professores e professoras da Unitri (Centro Universitário do Triângulo), com sede em Uberlândia, começam o ano de 2019 lutando para garantir seus direitos trabalhistas. Desde o último mês de outubro a instituição atrasa o pagamento dos salários do corpo docente e não tem construído junto aos/às professores/as uma maneira de solucionar a questão.

A  Unitri até o momento não apresentou justificativas coerentes para atrasar o pagamento, alegando simplesmente falta de dinheiro, sendo que nada prova que a instituição, que pertence a um dos maiores grupos privados de educação do estado, não está recebendo seus lucros.

Com o pagamento realizado de forma totalmente desorganizada e em dias diferentes, os/as professores/as começaram a se mobilizar, exigindo os salários pagos no início do mês e em um único dia. No último mês de novembro, chegaram a propor uma paralisação caso o pagamento não fosse realizado. Com a pressão do corpo docente, a Unitri pagou imediatamente os/as professores/as, mesmo ainda justificando a “falta de dinheiro” em caixa. Encerradas as aulas os atrasos continuaram e os impactos na vida dos/as docentes é grande, já que precisam arcar com os juros das dívidas que não podem pagar em dia. Um custo muito maior do que o último reajuste salarial de apenas 1,82%.

Diante dessa situação, o Sinpro Minas repudia a postura da Unitri, que apresenta um visível ataque aos direitos trabalhistas e à valorização da atividade docente. Se a conjuntura política é de grandes retrocessos, atitudes como essa só reforçam a violação de conquistas históricas. Qualquer direito retirado de um/a professor/a também ameaça à educação, que essencialmente precisa de trabalhadores/as valorizados e respeitados. É necessário também denunciar a lógica mercantilista que coloca o lucro acima do compromisso com a educação e com a condição humana dos/as que educam e são educados.

O Sinpro Minas  reitera  o compromisso de atuar junto aos/as professores/as da Unitri neste momento de mobilização e também convida toda comunidade escolar a fortalecer essa luta. Exigir o simples cumprimento das obrigações legais assumidas no contrato de trabalho é também lutar por uma educação de qualidade. E o momento atual nos ensina que só a força coletiva será capaz de enfrentar tantos retrocessos.

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